Junta de Freguesia de Póvoa de Varzim Junta de Freguesia de Póvoa de Varzim

O Caminho de Santiago na cidade

A cidade da Póvoa de Varzim é atravessada pelo Caminho da Costa, um percurso dos Caminhos de Santiago. Pelo Caminho encontramos as tradições, história, usos e costumes duma comunidade que se estabeleceu na língua da maré e tem o mar como principal referência. 

O Caminho de Santiago na cidade

 

# Trilho Descrição
R. dos Ferreiros, 186 – Azulejo com foto da épocaEste painel, criado a partir de uma fotografia de Avelino Barros (distinguido como “fotógrafo da Casa Real” entre 1900 e 1915), ilustra o quotidiano poveiro. Os azulejos preservam a memória local ao representarem uma cena típica da vida piscatória: o ato de coser, remendar e organizar os aprestos danificados pelo trabalho no mar, neste caso as redes. Na imagem, destaca-se uma família de pescadores, revelando que esta tarefa não era exclusiva dos homens, mas sim partilhada por todos — desde o filho mais velho até ao mais novo, ainda no colo da mãe. A fotografia original foi captada junto aos casebres no fieiro, onde a comunidade guardava os seus pertences de pesca.
Alminhas da Potrica As alminhas são pequenos monumentos religiosos muito comuns em Portugal e uma forma de manifestação religiosa única. Ligados à crença popular, são geralmente encontradas em caminhos rurais, encruzilhadas, entradas de pontes ou noutros locais de grande passagem, estando associadas à proteção da comunidade local e de quem por ali transitava contra os perigos. As "Alminhas da Potrica" foram construídas em 1864 e localizam-se na Rua dos Ferreiros, por onde outrora passava a “estrada velha”, o único acesso à cidade do Porto. O seu nome deriva do apelido da senhora que era zeladora deste espaço. Originalmente, o monumento era composto por um painel de madeira com talha pintada e portas de madeira; atualmente, é constituído por um painel de azulejos com a representação de Jesus crucificado e protegido por uma grade de ferro forjado. A decoração e asseio das Alminhas continuam a ser feitos por uma zeladora vizinha, enquanto que as Alminhas são geridas pela Confraria das Almas, da Igreja matriz da Póvoa de Varzim.
R. dos Ferreiros, 68 – Casa Típica do Pescador PoveiroAs casas 68 e 68-A, da Rua dos Ferreiros, são exemplos das casas típicas dos pescadores poveiros. Caracterizadas pelas suas fachadas pequenas e estreitas e pelos quintais compridos, foram pensadas para otimizar o espaço e torná-lo útil para suprir as necessidades de habitação e de armazenamento dos aprestos de pesca. Curiosamente estas habitações, ao contrário do acontece hoje em dia, eram construídas sempre viradas com as traseiras para o mar. Há dois fatores essenciais para que isso aconteça. O primeiro tem que ver com a evolução dos materiais e técnicas de construção, para conseguir aquecer a casa e proteger das tempestades e maresia, era mais eficaz que as casas tivessem a frente voltada para terra. Também as janelas e portas eram diminutas, para evitar as perdas de calor. A segunda razão prende-se com o fator prático de ter os quintais voltados para o mar. Era aí que eram guardados os muitos aprestos e por vezes até pequenas embarcações(caicos), o que facilitava o transporte para o mar.
Rua da Galé Sendo uma das menores artérias da cidade, esta prova que, muitas vezes, as ruas mais pequenas guardam grandes segredos. Nos séculos XVI e XVII, o mar e o areal estendiam-se mais para dentro da 'vila', sendo a zona hoje conhecida como Rua ou Travessa da Galé, naquela época, uma pequena enseada onde se guardavam, construíam e reparavam embarcações. Apesar de não existirem documentos que o comprovem, segundo o que Cândido Landolt registou, constava que terá sido ali o local de construção da nau 'Nossa Senhora de Guadalupe', oferecida pelo comércio local ao Rei para a conquista de Pernambuco e roubada pelos ingleses em 1600. A construção deste barco de grande porte terá dado origem à respetiva toponímia.
Alminhas do CarlotoEstas alminhas tiveram a sua construção de 1980, e estão situadas na junção da Rua dos Ferreiros com a Praça do Almada. O seu nome surge devido ao apelido de Francisco José Campos – o "Carlôto", que em 1858 mandou edificar a antiga casa onde existia um nicho de Alminhas. Em 1980 o edifício foi reconstruído, dando origem às Alminhas que hoje observamos encastradas na fachada do prédio. Neste caso, manteve-se a representação original do purgatório, em talha. Caso raro, pois as alminhas em talha degradaram-se e foram sendo substituídas por painéis em azulejos. Dispostas em nichos, feitas em pedra, embutidas em velhos muros ou em frente de casas, as alminhas têm uma origem remota. Povos como os gregos, os romanos e os celtas já possuíam a tradição de erguer monumentos à beira dos caminhos e encruzilhadas, dedicados aos seus deuses para proteger quem por ali passava. Encontradas em diversas ruas da cidade era, e continua a ser nesses pequenos templos, que aos vivos compete fazer orações e oferecer esmolas por aqueles que têm a sua alma no purgatório.
Praça do Almada A Praça do Almada é o núcleo urbano da cidade da Póvoa de Varzim e, ao longo do tempo, tornou-se um dos principais pontos da cidade. Parte do centro histórico, foi no dia 21 de fevereiro de 1791 que D. Maria I expediu uma provisão régia deixando ao encargo do Corregedor Francisco de Almada e Mendonça — o 'Almada', que dá nome à Praça — a reestruturação urbana da Póvoa de Varzim. Com a construção do Paço do Concelho, em 1807, a Praça tornou-se o centro político da cidade, estabelecendo um elo entre o bairro da Matriz, o centro histórico e as ruas do bairro piscatório. Posteriormente, teve o propósito de ser um jardim público, tornando-se o primeiro da cidade, e integrando aos poucos os elementos que hoje observamos. O coreto, construído em 1904, foi e continua a ser um monumento marcante da praça. Feito de ferro forjado, o seu estilo Arte Nova e a influência oriental são símbolos de elegância que marcam a cultura local. Além deste, pode encontrar-se o pelourinho, classificado como Monumento Nacional, que representa a autonomia judicial e administrativa do município, com o Foral Manuelino de 1514. Nesta Praça encontra também a estátua a Eça de Queirós, uma escultura de bronze cinzelada por Leopoldo de Almeida e inaugurada em 1952, que homenageia o escritor nascido na casa número 1 desta praça, em 1845.
Estátua Major MotaNo começo da Rua da Junqueira, o peregrino depara-se com uma estátua de bronze, fardada, protegendo o caminho. É uma escultura de Margarida Santos, inaugurada no dia 28 de junho de 2003 como forma de homenagear o Major António José da Mota, uma das figuras públicas mais marcantes do concelho da Póvoa de Varzim. Nascido em 1908, na freguesia de Ruivães, em Vieira do Minho, adotou a Póvoa de Varzim como sua terra natal, onde exerceu atividades de grande notoriedade. Foi Comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim entre 1946 e 1963, demonstrando a sua vocação para o serviço público. Este empenho ficou ainda mais marcado quando assumiu a Presidência da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. Exerceu o cargo de Presidente do Município entre 1951 e 1960, mas até hoje podemos observar muitas das suas intervenções na cidade. Apesar da sua mais conhecida ter sido tornar pedonal a Rua da Junqueira, Major Mota defendeu também, em 1958, a renovação da concessão de Jogo na Póvoa de Varzim, sendo esta uma das maiores fontes de recita e turismo da cidade; remodelou em 1952 o Passeio Alegre; foi um dos responsáveis pelo desbloqueio das obras do Porto de Pesca; apoiou e oficializou a criação do Boletim Cultual da Póvoa da Varzim. Próximo da comunidade, era conhecido por 'arregaçar as mangas' e ajudar sempre que necessário. Entre as muitas funções que desempenhou no Concelho, destaca-se o facto de ter sido responsável pela delegação local da Intendência Geral dos Abastecimentos durante o Estado Novo. Em todas as missões que aqui assumiu, nunca aceitou cargos remunerados, lutando sempre pelas classes mais pobres e pelas pessoas mais desfavorecidas.
Capela de São Roque e de São Tiago maiorÉ no início da Rua da Junqueira, ao lado da estátua de Major Mota que está localizada a capela de São Roque e São Tiago Maior. Evoluiu de uma capelinha edificada em 1582, de devoção a São Roque. Muito tempo depois, o aparecimento de uma imagem de São Tiago teria sido encontrada nos areais próximos a capela. Acredita-se que a imagem teria sido lançada ao mar por ingleses durante a reforma protestante, na esperança de que a mesma chegasse a um lugar seguro. A Capela passou a ser conhecida, na Póvoa de Varzim, como a Capela de São Tiago. Além da imagem, no seu interior está um quadro de Indulgências da Confraria de São Tiago, com a representação de São Tiago Mata-mouros a cavalo e, sob seus cascos, corpos ensanguentados de Muçulmanos. Pequena, composta por nave única e capela-mor retangular dispõe de diversos retábulos neoclássicos que abrigam imagens naturalistas. Destacam-se ainda as figuras de Santos em tamanho real, esculpidas por João d’Affonseca Lapa: S. Tiago Apóstolo e S. Sebastião (protetor da peste, fome e guerra), o qual, segundo a tradição, teve por modelo um belo jovem pescador. De realçar ainda as representações de São Roque e São Tiago, em painéis de azulejos, laterais ao altar.
Rua da JunqueiraA Rua da Junqueira é uma das ruas mais antigas e emblemáticas da cidade da Póvoa de Varzim. Faz a ligação entre o centro cívico da cidade e a praia, sendo um dos principais pontos de passagem para os peregrinos que fazem o Caminho Português da Costa. O seu nome revela as suas raízes: era uma zona originalmente húmida e pantanosa, onde cresciam juncos em abundância. A criação da Rua da Junqueira surgiu da necessidade de aproximar o centro histórico e político da cidade à comunidade piscatória e ao mar. Durante o século XIX, com a afirmação da Póvoa de Varzim como estância balnear e a influência da burguesia que por aqui passava, a Rua da Junqueira viveu uma grande transformação, vendo surgir as lojas e os edifícios imponentes que hoje a compõem. Foi em 1955 que o Major Mota, presidente da Câmara Municipal na época — cuja estátua de bronze se encontra no início desta artéria —, proibiu a circulação de automóveis, tornando-se a Rua da Junqueira uma das mais antigas ruas pedonais de Portugal. Mas não é apenas pelo comércio que esta rua é conhecida. Foi aqui, no n.º 5, que faleceu António dos Santos Graça, etnógrafo e jornalista; no n.º 14, onde viveu e faleceu Cândido Landolt, jornalista e historiador; e no n.º 1, onde nasceu Viriato Barbosa, investigador da cultura poveira. Além disso, era no Largo Doutor David Alves que Camilo Castelo Branco passava os seus dias quando visitava a cidade.
Igreja Paroquial de São José de RibamarCom uma forte ligação à comunidade piscatória, originalmente situava-se aqui uma pequena capelinha que, devido ao crescimento da população, precisou de passar por diversas intervenções para conseguir servir os fiéis. Localizada na Avenida Mouzinho de Albuquerque, uma das principais vias da cidade, a capela original foi fundada em 1844. Mais tarde, ao longo da década de 1950, o espaço sofreu profundas obras de ampliação para suportar o crescimento da comunidade. A nova igreja, sagrada em 1960, foi desenhada pelo arquiteto Rufino, funcionário superior das Obras Públicas, e reformada pelo arquiteto Moreira da Silva na década de 1970. Inicialmente, o templo apresentava-se muito alto, pintado de branco, com capelas isoladas e frestas de vitrais em azul e amarelo — as cores do Bairro Norte. No entanto, a igreja revelou-se fria, dificultando a realização das novas liturgias recomendadas pelo Vaticano. Para tornar o espaço mais confortável e funcional para os cultos, Moreira da Silva melhorou as condições acústicas ao forrar o teto com madeira ondulada, instalou ventiladores para fazer o ar circular na época de "banhos" (evitando que o calor no interior se tornasse insuportável) e interligou as capelas laterais, conferindo maior aconchego e fluidez ao templo.
Cego do MaioNascido no dia 8 de outubro de 1817, na Rua dos Ferreiros, José Rodrigues Maio, mais conhecido como 'Cego do Maio', faleceu aos 67 anos, no dia 13 de novembro de 1884. É a maior figura da cidade da Póvoa de Varzim e o grande herói da história trágico-marítima local. Conhecido pela sua nobreza e coragem, atirando-se muitas vezes ao mar a nado, amarrado a uma corda ou a bordo de pequenas embarcações, salvou dezenas de vidas. Pescador sardinheiro, foi também o primeiro patrão da lancha salva-vidas da Póvoa de Varzim. Graças aos seus grandes feitos, o Cego do Maio recebeu, no dia 28 de novembro de 1881, a Medalha de Ouro da Real Sociedade Humanitária do Porto, entregue pessoalmente pelo Rei D. Luís I no Palácio das Carrancas, no Porto. Além desta, acumulou várias outras distinções, como a Medalha de Ouro por Mérito, Filantropia e Generosidade, atribuída por decreto real em 1883, e a sua primeira condecoração, em 1868: uma Medalha de Prata, atribuída também pelo Rei D. Luís I. No total, o seu legado conta com cinco medalhas de prata, três medalhas de ouro e uma de alumínio, todas expostas no Museu Municipal da Póvoa de Varzim. Como um verdadeiro pescador poveiro, o Cego do Maio possuía a sua sigla de família, sendo esta o 'meio-sarrilho'. Seja na toponímia da cidade ou no nome de escolas, o pescador está devidamente homenageado pela população. Ao passar pelo Passeio Alegre, o peregrino cruza-se com o seu busto de autoria do escultor Romão Júnior, foi construído por iniciativa dos poveiros emigrados no Brasil, em 1909, que sempre vigia, continua a guardar a enseada do porto de pesca.
Diana BarEdifício emblemático, o Diana Bar não passa despercebido. Conhecido como o 'edifício rosa', foi projetado pelo arquiteto modernista Delfim Amorim. Construído entre 1938 e 1939, foi inaugurado no dia 7 de julho de 1940, destacando-se pelas suas grandes janelas e arquitetura única; a sua vista para o mar e o seu interior amplo marcam a sua imponência. Durante as décadas de 1940 a 1960, o Diana Bar funcionou como um café que atraía estudantes, escritores (como José Régio) e várias personalidades da cultura portuguesa para as suas famosas tertúlias. O edifício passou por momentos de abandono, tendo sido adquirido em 2001 pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. Após profundos restauros, voltou à sua atividade no verão de 2002, como uma biblioteca de praia. Atualmente, além de ser uma biblioteca à beira-mar, o espaço também funciona como galeria, acolhendo frequentemente lançamentos de livros, exposições, feiras, entre outras atividades culturais.
Guarda-solCom a Póvoa de Varzim a afirmar-se como uma estância balnear de destino terapêutico e de lazer, nasceu o Guarda-Sol. Inaugurado em 1922, oferece ao peregrino a oportunidade de conhecer o café mais antigo de toda a linha de praia poveira. Muito diferente do espaço que hoje vemos, o restaurante era originalmente composto por uma enorme barraca de pano com um grande guarda-sol. Ao longo dos anos, o ponto que servia como abrigo e fornecia bebidas refrescantes, graças à sua localização privilegiada, tornou-se no café e snack-bar de estrutura fixa que conhecemos hoje. Quando falamos em comida tradicional poveira, lembramo-nos logo da Francesinha Poveira; foi no Guarda-Sol, entre as décadas de 1960 e 1970, que esta iguaria foi criada. Diferente da francesinha tradicional do Porto, a Poveira é feita num pão comprido, recheada com queijo, fiambre, linguiça e o seu tradicional molho. O espaço possui uma vista deslumbrante sobre a praia, comida de qualidade e um atendimento que marca a experiência do cliente; não é por acaso que, há mais de 100 anos, serve com dedicação a comunidade local e todos os que visitam a cidade.
Esplanada do CarvalhidoTal como o Diana Bar e o Guarda-Sol, a Esplanada do Carvalhido não passa despercebida a quem pela praia caminha. O seu nome está ligado à toponímia da rua à sua frente, a atual Rua Elias Garcia, que antes se chamava Rua do Carvalhido. O espaço, desenhado em forma de 'U', começou a ganhar a forma que hoje conhecemos em 1944; no seu interior, cafés, bares e restaurantes faziam parte da sua composição, e o seu piso superior funcionava como um miradouro. A Esplanada do Carvalhido recebe, ao longo do ano, diferentes atividades: concertos, feiras, eventos desportivos, entre outras iniciativas que a tornam muito dinâmica. Ao nível do comércio, atualmente a Esplanada conta com apenas um restaurante e, em breve, albergará também um Centro de Apoio ao Peregrino
Monumento ao BanhistaSituado na Praça 5 de Outubro, o monumento inaugurado em 2004 é da autoria do poveiro Américo Rajão, que se inspirou em fotografias e postais antigos da praia poveira — da transição do século XIX para o século XX — para elaborar as figuras da mulher e da criança na sua ida aos banhos. É uma homenagem aos primeiros banhistas, atraídos pelo turismo de lazer e bem-estar devido à forte concentração de iodo na água. Esta obra constitui, tal como o busto do Cego do Maio e outras esculturas à beira-mar, uma representação clara da ligação profunda desta terra com as águas salgadas do Atlântico
Estádio do Varzim Sport ClubeNão só do mar vive o poveiro, mas também da paixão pelo futebol. Da fusão do Varzim Futebol Club e do União Futebol Club, e pelas ideias de um grupo de jovens estudantes, surge, no dia 25 de dezembro de 1915, o Varzim Sport Club. Entre boas e más fases, os varzinistas nunca abandonaram o clube. Quando foi fundado, o Varzim não possuía campo próprio e, por isso, utilizava o Velódromo Gomes de Amorim (onde hoje se situa a Piscina Municipal) para a realização dos seus jogos. Sediado depois no Largo Cego do Maio e na Rua Gomes de Amorim, o clube encontrou o seu espaço definitivo em frente ao local onde começou a sua história. O Estádio do Varzim Sport Club foi inaugurado a 13 de setembro de 1932, tendo passado por reformas e obras de expansão até chegar ao estádio que hoje vemos. Sendo um dos últimos pontos por onde o peregrino passa ao cruzar a cidade da Póvoa de Varzim, este deve ser um local de reflexão. O Varzim é mais um exemplo de como os poveiros são um povo persistente e resiliente: seja no mar, no futebol ou no dia a dia, nunca desistem, lutando sempre pelos seus objetivos e pelo bem da comunidade à sua volta. Os poveiros são uma inspiração para aqueles que por aqui passam a caminho de Santiago. Sendo esta uma das primeiras etapas de um longo percurso pela frente, ao passar por aqui, o peregrino conhece um povo corajoso e de fé — exemplos que deve seguir ao longo da sua jornada.
Clube Desportivo da PóvoaFundado em 26 de dezembro de 1943, o Clube Desportivo da Póvoa (CDP), é uma instituição sem fins lucrativos. A ideia da sua criação surgiu em uma conversa entre amigos que tinham como objetivo de promover o desporto no concelho. A sua primeira modalidade foi o futebol. Inscrito na Associação de Futebol do Porto, o CDP alcançou diversos troféus, mas, por motivos alheios à sua vontade, foram forçados a deixar a modalidade. Surge então, em 1947, a secção de voleibol com uma equipa de seniores masculinos, participando a primeira vez no Campeonato Regional da II Divisão. Nos anos seguintes, outras modalidades foram integrando o Clube. Hóquei em patins, andebol, ciclismo, automobilismo, bilhar, ginástica, ballet, natação, ténis de mesa, patinagem artística, pesca desportiva, ténis, judo, damas, xadrez e basquetebol são algumas das modalidades onde o CDP se destacou ao longo dos anos. Nos dias de hoje, o CDP continua a cumprir a sua missão, com suas 8 modalidades ativas, forma jovens, fomentando o espírito de equipa, luta e dedicação.
Praia dos BeijinhosA Praia dos Beijinhos é uma pequena praia marítima na área urbana da Póvoa de Varzim, localizada entre a Praia Verde e a Praia da Lagoa. A Praia dos Beijinhos é uma praia algo frequentada de areia branca protegida por penedos. Na Praia dos Beijinhos é usual encontrar conchas de moluscos chamados Beijinhos, nome vulgar da espécie "Trivia monacha", resultante da sua forma de lábios e que acabou por dar o nome à praia. O maior herói Poveiro, Cego do maio, quando recebeu do Rei de Portugal D. Carlos a Medalha de Cavaleiro da Torre e Espada, a maior condecoração do Estado Português, ofereceu à rainha "um saco de beijinhos para os seus filhos brincarem".

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